domingo, 27 de dezembro de 2009

Eu poderia estar roubando mas só queria ser repórter

Nada como um bom alarme disparado no prédio ao lado por mais de 24 horas. Quando o pi-pi-pi finalmente passou, o sentimento foi parecido com a aterissagem de uma certa aeronave vinda das areias caribenhas no último ano ido. Taísa, acabou agora. O silencio é um bem valioso; raríssimo nessas terras onde o turismo se apega à força. Uma praia poluída, uns hotéis baratos e umas boates que agradam ouvidos menos sofisticados, ou quem sabe, mais modernos. Sabe qual o mal dos meninos que recitam Shakespeare? Eles não tem inteligência emocional; cometem gafes contínuas ou causam constrangimento por não saber realizar tarefas simples como pedir um sorvete com dupla camada de chocolate. Também não sabem se vestir. Nem quero entrar no mundo fashion, pois eu mesma não faço parte dele, mas qual a dificuldade de combinar uma calça jeans e uma camiseta branca? Não sabe o que está bombando nas passarelas de Paris e nem tenciona saber? Use algo parecido com isso. Depois neguinho vem dizer que sou superficial, mas poucas pessoas sabem como é chato andar com uma pessoa que te causa um bom embaraço num grupo social pequeno. Decerto ninguém liga para essas coisas né? O amor vence tudo, até pochete. Estou um pouco descontrolada no humor banal baseado no ódio a todas as coisas, confesso, deve ser essa época festiva que, como diria a outra, vive dando no meu saco. Detesto natal e esse otimismo todo, entretanto, adoro meu aniversário e os presentes que espero receber de vocês. Consumista até a medula, assumo minha paixão por diamantes, livros e bombons. Portanto, não se acanhem em me dar essas coisas, principalmente o exposto em posição primeira. Não tenho personalidade; estava lendo uns quatro livros ao mesmo tempo e, de repente, encontrei a revista Vogue da minha irmã. Penso em me viciar em sapatos, tipo aquelas executivas de Nova York etc. Não parece legal pra vocês? Acho uma iniciativa interessante, mas não saberia por onde começar, quem sabe pintar as unhas do pé para não matar nenhuma vendedora do coração? E depois que elas compram os sapatos, onde que elas vão com eles? Eu pego ônibus, encaro paralelepípedos e quiçá um esgoto em céu aberto; como ter glamour numa realidade assim? Como Jesus Cristo, como? Dizem que piadas com religião nem estão em alta, mas teve uma em American Dad que vale a citação "I love christianity. It's like Harry Potter, but causes genocide and bad folk music". Não é ótima? Sabe o que mais é ótima? A minha boa vontade em lutar para ter o meu primeiro romance publicado. No próximo ano, vou usar de Lei da Atração e macumba, algo há de se mostrar efetivo. Nos juntemos todos em uma corrente amiga de fé e oração para que isso se realize. Conto com vocês para tal empreendimento.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Vida"

Descambei na mudança e acredito piamente que hoje não sou a mesma. Não como aquela moça que ocasionalmente cantava no Faustão dizendo que havia se reinventado, virado a página, estando em outra. É algo como "I can see clearly now the rain has gone". Talvez existisse uma venda ou nem era nada. Tudo parece simples, tão absolutamente simples e bonito. Algumas melodias, as poesias de Bandeira e eu procurando, procurando e entristecendo a todos por não encontrar. Uns versos tão perfeitos. Um afeto imenso e a poesia do mundo em todo momento. Não, a vida, rodeada de protetoras aspas, não está nas coisas simples. A frase proferida em boca pobre, não faz justiça com a complexidade que estonteia. O sublime é perder-se no tempo e perceber a audácia de certos instantes. Duas cervejas, talvez três e uma barra de chocolate ao leite. Falo um monte de bobagens só para dizer que hoje não estou puta com nada. O gerúndio, a pós-modernidade, as músicas ruins de referência e a vontade de desabotoar o sutiã.

sábado, 5 de dezembro de 2009

O ano em que não conquistamos grandes nações

Dois mil e nove foi uma merda, eu deveria ter me matado e ressuscitado no terceiro dia para ver se algo emocionante acontecia. Quem sabe a quantidade de leitores aumentasse e alguém tivesse a brilhante ideia de criar uma religião em meu nome. "O sangue de Taísa tem poder" poderia ficar até engraçado se o pessoal tivesse o senso de humor um pouco mais peculiar. Como rir da religião dos outros só rende a discórdia e as lágrimas de pessoas boazinhas, mudemos de assunto.

Este ano releguei a literatura nacional em nome da minha licenciatura em língua e literaturas inglesas; mas segunda-feira, dibobeira no meio da biblioteca, leio as primeiras duas linhas da Angústia do Graciliano Ramos. Cheguei em casa li o troço quase todo. Sempre sinto muita vergonha por ter em mãos coisas muito bem feitas. Vergonha por mim e pela arrogância em que me pego ocasionalmente com esse lance de escrever bem. Aliás, isso é bastante relativo, meus poemas continuam uma porcaria, mas textos em prosa, reportagens, contos, crônicas até que estão mais ousados em seus formatos e conteúdo.

Pois é, tentei inutilmente mostrar um pouco desse meu lado mais sério ao abrir um blog para a publicação da minha "produção artística"; mas não me sinto a vontade. Não consigo abrir mão das coisas; sempre acho que as poesias estão inacabadas ou que os contos necessitam de uma milésima revisão. Daí simplesmente junto a frase "não tenho tempo" e acabo não fazendo nada mesmo. Ano que vêm prometo parar de regular a mixaria e liberar alguma coisinha para o povo interessado. Tenho milhares de coisas nos meus cadernos, agendas, pen-drives, emails, Meus Documentos e afins; organizar não é difícil, o problema é dar a cara a tapa com uma coisa que eu levo por demais a sério. Será frustrante perceber que só atraio leitores pela exposição errática da minha vida, mas alguma hora eu teria que encarar essa triste verdade.

Os meus dois feitos favoritos do ano são a perda de 18 quilos e a leitura de A Montanha Mágica. Sinto que poderia até sair na capa da Boa Forma, não necessariamente segurando o livro do Thomas Mann, mas algo assim. Pessoal por aí diz que sou inteligente, mas insisto em afirmar que sou apenas mais um rostinho bonito na TV.

Também comecei a idolatrar Virginia Woolf e Sylvia Plath, algo que deixou os familiares ligeiramente preocupados. Quem limparia a casa se eu resolvesse imitá-las dando cabo em minha nobre vida? Digo que nem me mato, pelo menos não enquanto não ler, sei lá, Luz em Agosto ou os sete do Proust. Não sei, se dizem que os franceses são chatos, ficarei com os nordestinos. Reitero o Graciliano e um Guimarães Rosa para dar alegria.

Pensando bem, o ano nem foi dos piores; gosto de fazer um draminha, vocês bem o sabem. Descobri em fevereiro o hipotireoidismo e minha vida mudou radicalmente; foi com o tratamento que perdi todos aqueles quilos. Teoricamente também deixaria de estar tão cansada e irritada. Sim, confesso que ainda espero esses efeitos promissores que a vida medicamentosa prometeu. Sinto que estou sempre doente, com um nó na garganta, um nojo de tanta coisa. Nem tenho motivos, a vida é boa e tudo e tal. Deve ser essa pós-modernidade que bate na janela e nos põe confusos como o diabo!

Vi bons filmes, dentre eles Os incompreendidos e Os sete Samurais. Conheci umas bandinhas legais que me causam uma abstração once in a while. Houveram ainda rapazes; um que era analfabeto, outro que não me quis e um que atualmente me quer. Sei que outras coisas relevantes devem ter acontecido, mas elas não surgem agora. Ainda temos tempo, e uma coisa é certa: já nem dou mais conta de tanta informação.



Um Ipod e uma xícara de café.


Taí, mais uma postagem sem nenhum propósito.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Um salve para as garotas que gostam de calcinhas enormes e nada sensuais

Estou no trabalho; mas eu realmente gostaria de estar em casa, vendo um musical. Digo mais, gostaria de estar esparramada só de calcinha no sofá da sala me empanturrando do mais puro Nutella de colher, cantar a trilha sonora de forma errada e desafinada também faz parte do cenário. Hoje moro com dezenas de milhares de pessoas e não passo um único segundo da minha vida sozinha. Tô lá, toda vestida, suando litros e assistindo GloboNews com meu pai. Nessas horas que lembro da minha longa estadia no México. Dispunha de um belo quarto com wireless e ar-condicionado. Tudo bem que eu só ficava de calcinha pois nenhuma outra roupa conseguia comportar os dezoito quilos ganhos por lá. Mesmo assim, era uma liberdade. Cansei de estudar como um zumbi. Começo achar chato ter que ler um conto de 20 páginas pelo menos umas três vezes pra saber se os personagens são planos ou redondos; se não-sei-o-que-lá é intradiegético ou extradiegético, se o narrador é não-sei-como. E as matérias de jornalismo estruturadas na mais pura encenação, um falso conhecimento tão grande que se eu parar pra pensar no conteúdo que estão me passando, tenho até vontade de chorar. O bom é que sempre tem uma matéria ou outra para salvar o contexto. Fico nessas divagações quando em teoria não tenho nada para fazer; deveria estar lendo a Unidade B do material de Linguística Aplicada, organizando a minha mesa, onde cerca de duas semanas atrás derrubei café e este secou mudando a coloração original do móvel. Não faço nada, olho para a claridade e enxergo tudo preto por alguns segundos. Já deu meu expediente, li a Folha, tomei todo o café do prédio e ainda preciso reunir as tralhas para ir caminhando até a faculdade. E os grandes planos? Quero passar uns dias em São Paulo, pensar em conseguir um emprego de férias que proporcione riqueza e conforto, ler Guerra e Paz, tirar as roupas de inverno do guarda-roupa. Não faço nada, mas puxa, como penso nisso nessas tardes que vivo em espera.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A terrível prática do Email

Victor,

Apesar da demora para responder esse email, sinto que preciso começar com a seguinte poesia que só não ganhou o Nobel por um mero descaso daqueles caras da Suécia, ou seja lá onde essa laureação é concedida:
Tabaco ou maconha,
O que te envergonha?
Eu não sou menos digno
Porque eu fumo maconha.

Rima né? Tenho um problema, estou completamente obcecada, (não sei escrever obc[sc]ecada, confesso: nem tudo que é gramatical me faz ir a loucura. Aliás, obcecada me lembra John Secada que talvez seja um cantor ou um ator, tanto faz). Voltemos; a minha paixão pela banda Kings of Leon já começou a ser tão ridícula quanto a minha prática doentia pelo Padre Baloeiro. A banda é toda indie e com batidinhas Strokes e, apesar de serem americanos, seu grande público é europeu. Existem relatos de shows históricos ocorridos em solo londrino, segundo me informei na Wikipédia ou algo assim. O meu plano agora é condenar todo mundo que começa a escutar a banda porque "virou modinha"; ou mais, vou começar a me vestir com calças justíssimas na canela e ténis encardido; uma camiseta vintage e um colete de jeans ou couro. Vestindo-me assim representarei toda uma geração cansada das músicas comerciais e do pop americano etc. Você não sente um amor por essa geração? Eles são modernos, entendem de moda e de música. Verdadeiros prodígios. Pensando bem, eu não posso falar nada, faço parte da juventude que acha que entende de literatura. Realmente, depois de começar a ler Bahktin e entrar em contato com a Teoria Literária percebi diversas coisas que antes eu só percebia através de buscas vazias ao Google. Agora leio apenas contos, e ao ler gente de calibre como Charles Dieckens, James Joyce, Julio Cortazár, Katherine Mansfield, Hermann Melville; percebi que não sei escrever bem. Veja, ao notar a pequenês das coisas que escrevi até agora, não sei se deleto todo o meu acervo de contos, se os refaço ou se fico apenas pensando no assunto. Demoro para tomar grandes atitudes. Ah, se você quiser esses contos que citei, posso encaminhá-los. Pêdeéfes ótimos com o idioma original e a tradução logo ao lado, recomendo. E aquele Bukowski que você estava lendo, em qual das pernas anda? Não lembro nada que você escreveu no último email e tampouco me sinto inclinada para ler tudo outra vez. Sorte é saber que você também é egoísta e nem vai responder nada daqui. A cumplicidade não é ótima?

P.S- Tomarei a liberdade de postar esse email no meu blog. Esse nem é um bom email, mas preciso acalentar um público fidedigno. E para os leitores do blog um esclarecimento: Padre Baloeiro é o apelido de um cara que me dispensou e sumiu.

Att,
Taísa Szabatura.
szabatura@gmail.com

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Como Harry Potter me livrou de uma gravidez indesejada

Foto da gloriosa Piratuba retirada da internet. Preservei os envolvidos.

A primeira vez que percebi que as pessoas não gostavam de mim aconteceu quando eu tinha sete anos. Estava em uma viagem em família; primos e tios pra todo lado numa excursão pobreza para a cidade de Piratuba. Se você já está rindo, provavelmente sabe que Piratuba é uma cidade ridiculamente cafona, baseada no turismo das piscinas termais. Eu andava muito com uma prima que era um ano mais nova que eu; gostava de chamá-la de melhor amiga.

Um dos dias, por alguma razão que já não consigo lembrar, não pude ir dar minhas braçadas naquelas águas mornas e minha prima teve que ir sozinha. Até aí tudo normal se não fosse o dia depois desse. Em sua solidão aquática, ela acabou fazendo uma nova colega, e no dia seguinte, na hora de me apresentar para ela, a desconhecida cometeu a gafe de dizer; "Ah, essa que é essa sua prima chata que você odeia?" Como diria Maísa, o meu mundo caiu.

Minha prima rapidamente deu batidinhas no meu ombro e disse "Nããão, essa eu adoro, era uma outra lá de quem eu estava falando". Nem pensei muito no assunto na hora, tive que organizar uma complexa brincadeira de pega-pega que envolvia até as crianças do outro lado da piscina. Foi um dia cansativo e com muitas discussões envolvendo mães gritando comigo. Nunca gostei de trapaceiros e sempre os tratei como tais. Se aquelas mães não tinham habilidade para educar seus filhos eu não via problema nenhum em fazê-lo. Uma boa tag: afogamento.

Lá pela noite foi que voltei a pensar na história da prima. Minha mente de sete anos de idade se dividia entre o embalo da fita k7 da Angélica e o pensamento da rejeição. Por que ela não gostaria de mim? Sempre decidi tudo, escolhia as brincadeiras, os jogos. Ela não precisava se preocupar com nada, apenas em brincar e ser feliz. O sadismo dos meus comentários e comportamento fizeram com que eu fosse isolada ou atraísse amiguinhos que gostavam de alguma forma de humilhação. Eu era a líder do grupo das criancinhas sem personalidade.

Durante toda a minha infância, adolescência e até hoje percebo que as pessoas se relacionam comigo mais por um medo infundado do que por afeto. Existe também aquelas que gostam de mim em teoria. É assim: elas clamam por aí o quanto sou importante na vida delas etc., mas não me convidam para sair e raramente estão presentes. Sabendo que a errada era eu, tentei fortemente mudar. Hoje sou toda sorrisos diante de situações que julgo estúpidas e pobres. Vou a festas que odeio em nome de uma civilidade que infelizmente notei necessária.

Nem vou entrar na conversa social básica de que eu não sou melhor que ninguém e que não tenho o direito de tratar os outros com a falta de respeito etc. Aliás, julgo que sou bastante educada e adestrada, o problema está no fardo da atuação diária. Elogio coisas horríveis em nome da vaidade alheia, faço uma força descomunal para prestar atenção no sonho que fulaninho insiste em contar com detalhes. Sorrio, pois sei que a solidão total é bastante desconfortável. Claro que tenho bons amigos e são justamente esses os que mais sofrem; tenho um jeito doentio de me mostrar amiga e esses verdadeiros heróis da resistência merecem todo dia a minha eterna gratidão.

Que não me tenham como aquelas pessoas apáticas e sem sentimentos. Tenho uma habilidade intensa de gostar de pessoas e admirar boa parte delas, o problema está na imaturidade com que levo algumas coisas. Sei lá, heranças da quarta-série B e sentimentalismos baratos de vilã mexicana. Quanto a minha prima, ela conseguiu ir se livrando das garras da minha amizade claustrofóbica aos poucos; lá pelos treze enquanto eu criava sites do Geocites sobre Harry Potter, ela se esfregava em garotinhos esquinas afora. Aos catorze ela engravidou e eu li Oscar Wilde pela primeira vez. A vida é realmente hilária quando analisamos certas coisas fora do calor do momento.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um pedaço de madeira e a alegria de estar vivo

Sempre sou presenteada com livros e foi com assombro que recebi um pequeno Santo Antônio esculpido em madeira da minha adorável irmã. Olhei para o objeto, achei-o bastante simpático e colorido, mas confesso que não sabia o que fazer com ele. Resolvi deixá-lo ao lado da cama, junto do remédio da tireóide e da revista Corpo a Corpo com a Adriane Galisteu. Caso você não seja uma mulher decadente como eu, saiba que o tal santo tem a fama de ser casamenteiro.

Pois bem, depois recebi algumas instruções básicas, como por exemplo, fazer uma pressão e deixar o pobrezinho virado para a parede até que um candidato apareça. Achei bastante desnecessário apelar para a grosseria logo de cara. Virei-o gentilmente para a janela, pois mesmo que eu more entre prédios e não exista nenhuma vista bucólica, ocasionalmente minha vizinha esquece de fechar a janela e nos deleita com uma tímida nudez. Soborno com pornografia muitas vezes é a única maneira de se conseguir certas coisas. Anotem isso.

Pensei também em conversar com ele, ser mais específica; exigir alguma titulação acadêmica ou uma altura mínima e essas coisas, mas nem falei nada. Nessas horas, penso, o que vier é lucro. Não estou me desmerencendo totalmente: sou legal quando quero ser e recentemente a balança apontou perdas significativas de peso. Meu grande problema é esse meu temperamento blogspot. Sou um saco pessoalmente. A minha sinceridade é endêmica; poucas amizades aguentam o tranco. Fora minha grosseria de menina mimada que não foi amada suficiente pela mãe. Sim, eu sou um clichê da psicanálise.

Muita gente deve pensar no porquê de eu estar sempre falando em namorar. O terrível contra-senso da mulher pós-moderna que casa cedo. Perdi tanto tempo da minha vida com bobagens sentimentáloides passageiras que parece interessante não sofrer da ignorância emocional que cerca o mundo do troca-troca. O problema é que a galera esqueceu o que era compromisso, amizade e transformou tudo em sexo. Tudo é sexo.

Às vezes, acredito ter encontrado a alegria da nação na forma humanóide, porém, tudo termina numa pegadinha do malandro. Ou as expectativas não são correspondidas, ou é você que não faz parte da fatia de preferências do interessado. Viver sozinho é bom mas imensamente cansativo. Nessa vida, a presença de alguém que não ache suas unhas roídas de preocupação dignas de ânsia, é nada mais que válido.

Seja com santos, com as maquiagens francesas da minha irmã ou com a minha mais simples personalidade, algum dia algo irá acontecer; tenho fé nisso. E nada da ala perdedora vir me adicionar no MSN, meu plano não é esse. Todavia, se o interesse é bater um papo camarada sobre filmes de Jim Jamursch, best-sellers e a industria mágica dos produtos de limpeza, be my guest.

"Conta-se que uma jovem muito linda, mas cansada de esperar por um noivo que não chegava, já desesperançosa de encontrar marido, se apegou com Santo Antônio. Foi ao santeiro da cidade, adquiriu uma imagem daquele pio varão que no século chamou-se Fernando de Bulhão, fê-la benzer, colocou-a no oratório e ali lhe levava, todos os dias, o seu fervoroso responso, as flores que colhia no jardim e o vintenzinho de promessa." (Texto completo aqui)

 
Clicky Web Analytics