domingo, 27 de dezembro de 2009
Eu poderia estar roubando mas só queria ser repórter
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
"Vida"
sábado, 5 de dezembro de 2009
O ano em que não conquistamos grandes nações
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Um salve para as garotas que gostam de calcinhas enormes e nada sensuais
terça-feira, 17 de novembro de 2009
A terrível prática do Email
O que te envergonha?
Eu não sou menos digno
Porque eu fumo maconha.
Att,
Taísa Szabatura.
szabatura@gmail.com
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Como Harry Potter me livrou de uma gravidez indesejada

A primeira vez que percebi que as pessoas não gostavam de mim aconteceu quando eu tinha sete anos. Estava em uma viagem em família; primos e tios pra todo lado numa excursão pobreza para a cidade de Piratuba. Se você já está rindo, provavelmente sabe que Piratuba é uma cidade ridiculamente cafona, baseada no turismo das piscinas termais. Eu andava muito com uma prima que era um ano mais nova que eu; gostava de chamá-la de melhor amiga.
Nem vou entrar na conversa social básica de que eu não sou melhor que ninguém e que não tenho o direito de tratar os outros com a falta de respeito etc. Aliás, julgo que sou bastante educada e adestrada, o problema está no fardo da atuação diária. Elogio coisas horríveis em nome da vaidade alheia, faço uma força descomunal para prestar atenção no sonho que fulaninho insiste em contar com detalhes. Sorrio, pois sei que a solidão total é bastante desconfortável. Claro que tenho bons amigos e são justamente esses os que mais sofrem; tenho um jeito doentio de me mostrar amiga e esses verdadeiros heróis da resistência merecem todo dia a minha eterna gratidão.
Que não me tenham como aquelas pessoas apáticas e sem sentimentos. Tenho uma habilidade intensa de gostar de pessoas e admirar boa parte delas, o problema está na imaturidade com que levo algumas coisas. Sei lá, heranças da quarta-série B e sentimentalismos baratos de vilã mexicana. Quanto a minha prima, ela conseguiu ir se livrando das garras da minha amizade claustrofóbica aos poucos; lá pelos treze enquanto eu criava sites do Geocites sobre Harry Potter, ela se esfregava em garotinhos esquinas afora. Aos catorze ela engravidou e eu li Oscar Wilde pela primeira vez. A vida é realmente hilária quando analisamos certas coisas fora do calor do momento.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Um pedaço de madeira e a alegria de estar vivo
Sempre sou presenteada com livros e foi com assombro que recebi um pequeno Santo Antônio esculpido em madeira da minha adorável irmã. Olhei para o objeto, achei-o bastante simpático e colorido, mas confesso que não sabia o que fazer com ele. Resolvi deixá-lo ao lado da cama, junto do remédio da tireóide e da revista Corpo a Corpo com a Adriane Galisteu. Caso você não seja uma mulher decadente como eu, saiba que o tal santo tem a fama de ser casamenteiro.
Pois bem, depois recebi algumas instruções básicas, como por exemplo, fazer uma pressão e deixar o pobrezinho virado para a parede até que um candidato apareça. Achei bastante desnecessário apelar para a grosseria logo de cara. Virei-o gentilmente para a janela, pois mesmo que eu more entre prédios e não exista nenhuma vista bucólica, ocasionalmente minha vizinha esquece de fechar a janela e nos deleita com uma tímida nudez. Soborno com pornografia muitas vezes é a única maneira de se conseguir certas coisas. Anotem isso.
Pensei também em conversar com ele, ser mais específica; exigir alguma titulação acadêmica ou uma altura mínima e essas coisas, mas nem falei nada. Nessas horas, penso, o que vier é lucro. Não estou me desmerencendo totalmente: sou legal quando quero ser e recentemente a balança apontou perdas significativas de peso. Meu grande problema é esse meu temperamento blogspot. Sou um saco pessoalmente. A minha sinceridade é endêmica; poucas amizades aguentam o tranco. Fora minha grosseria de menina mimada que não foi amada suficiente pela mãe. Sim, eu sou um clichê da psicanálise.
